Roda de Afeto e Rede de Proteção de Mulheres: Cuidado e Mobilização de Mulheres Ativistas da Rede do Fundão da Granja

Autores

  • Dani Ursogrande Rede do Fundão do Graja
  • Marta Aoki Rede do Fundão do Graja
  • Laís Ferreira Rede do Fundão do Graja
  • Aline Farias Rede do Fundão do Graja
  • Elaine Pereira Rede do Fundão do Graja
  • Angela Clameiro Rede do Fundão do Graja
  • Thalita Barbosa Rede do Fundão do Graja
  • Fabiana Lima Rede do Fundão do Graja
  • Maria de Fátima Oliveira Rede do Fundão do Graja
  • Suellen Gonçalves Rede do Fundão do Graja
  • Nicole Aun Rede do Fundão do Graja
  • Marilza Silva Rede do Fundão do Graja
  • Gabriela Sequeira Kermessi Rede do Fundão do Graja
  • Karin Freitas Rede do Fundão do Graja

Palavras-chave:

Violência contra a Mulher, Feminismo, Proteção Social em Saúde, Empoderamento para a Saúde, Direitos Humanos Coletivos.

Resumo

Trata-se do relato de experiência denominado Roda de Afeto e Rede de Proteção de Mulheres, criada em 2018 como estratégia de emancipação e de cuidado autônomo das mulheres que vivem nas margens da cidade, no extremo sul de São Paulo, a partir de um movimento periférico intersetorial chamado Rede do Fundão do Graja para o enfrentamento das desigualdades sociais e em defesa da vida. Inspira-se na Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde da Pessoa em Situação de Violência, com vistas à intervenção interseccional para acolhimento de mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social. Em 2021, por conta das restrições do contato social impostas pela pandemia, os encontros passaram a ser virtuais, uma vez por semana, utilizando-se do aplicativo Zoom. A Roda é coordenada por uma psicóloga e uma liderança ativista ambiental e conta com a participação em média de 10 mulheres, a maioria cisgêneras,  não brancas, casadas, moradoras da comunidade em geral, profissionais da saúde, assistência social, educação e, que apresentam em seus corpos as violências que atravessam a vida das mulheres periféricas. Através da metodologia da educação popular em saúde são trazidas convidadas para um espaço de partilha e diálogos na perspectiva de valorizar a troca de saberes, fomentando a participação social e análise crítica sobre a realidade e estratégias de luta. As participantes da Roda foram convidadas a contribuir com o presente texto, narrando suas histórias como nos ensina Conceição Evaristo: na escrevivência. Dentre os desafios da proposta destaca-se a situação de exclusão digital de mulheres que não possuem acesso à Internet, além da baixa adesão de profissionais de saúde, que parecem responder ao modelo de saúde-adoecimento imposto pelo sistema capitalista. Observa-se que a Roda como um movimento periférico de cuidado autônomo coletivo fricciona a ideologia vigente e promove um espaço acolhedor, criativo e formativo para o enfrentamento dos desafios do cotidiano.

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Publicado

2022-03-31