Processo de preparação e adaptação à ostomia: perspectivas e possibilidades apontadas pelos usuários e profissionais

Autores

  • Isabella Barros Rabelo Gontijo Hospital Araújo Jorge
  • Larisa Polejack Professora Adjunta do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília

Palavras-chave:

Cirurgia Colorretal, Neoplasias Colorretais, Educação em Saúde, Adaptação Psicológica, Atenção Psicossocial

Resumo

A pessoa que se depara com a necessidade de realização de uma ostomia por câncer pode vivenciar grandes desafios psicossociais. Entretanto é possível se adaptar à nova condição e a equipe de saúde desempenha um papel importante nesse processo. A promoção de enfrentamento funcional através das práticas de preparação pré e pós operatórias trazem bons resultados refletidos na execução do autocuidado do próprio ostomizado. Objetivos: identificar as particularidades partindo da experiência de ostomia por câncer do ponto de vista dos usuários e dos profissionais envolvidos no cuidado. Também se buscou apreciar o processo de preparação para a ostomia realizada pela equipe de saúde e descrever as estratégias que podem produzir mudanças positivas na vivência do usuário com sua ostomia e do profissional de saúde na interação com o usuário. Método: estudo exploratório e descritivo. Utiliza abordagem qualitativa, os participantes foram sete usuários ostomizados e nove profissionais médicos (as) e enfermeiros (as). A coleta de dados foi feita com entrevistas semi-estruturadas individuais gravadas e transcritas para análise por meio da abordagem Análise do Discurso do Sujeito Coletivo de Lefévre e Lefévre. Conclusão: A experiência do ostomizado foi vista como um processo longo e complicado, sendo descritos sentimentos de medo e revolta quando a ostomia é relacionada ao diagnóstico de câncer e sem o devido preparo pré-cirúrgico. As estratégias de enfrentamento identificadas como facilitadoras foram a busca e aceitação da rede de suporte familiar e o comportamento proativo. Os resultados indicam a necessidade de cuidado multiprofissional acessível ao ostomizado com comunicação eficaz entre os profissionais assim como a indispensabilidade de preparação utilizando educação em saúde durante todas as fases do processo vivenciado pelo usuário. 

Biografia do Autor

Isabella Barros Rabelo Gontijo, Hospital Araújo Jorge

Psicóloga Especialista em Atenção Oncológica pela Residência Multiprofissional (UNB), Mestra em Ciências da Saúde (FM-UFG) e Psico-oncologista no Grupo de Apoio ao Paciente Paliativo Oncológico (GAPPO) do Hospital Araújo Jorge.

Larisa Polejack, Professora Adjunta do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília

Departamento de Psicologia Clínica, está vinculada ao Laboratório de Psicologia da Saúde e Desenvolvimento (LABSAUDES)

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Publicado

2020-08-10

Edição

Seção

Artigos originais