Atenção à Saúde das pessoas privadas de liberdade em uma emergência a partir do discurso dos enfermeiros

Jessica Mendes Rocha, Elza Berger Salema Coelho, Sheila Rubia Lindner

Resumo


O estudo objetivou compreender a atenção à saúde de pessoas privadas de liberdade na emergência a partir do discurso dos enfermeiros, relacionando a assistência ao conhecimento prévio dessa prática assistencial específica, e identificando as suas fragilidades e potencialidades. Pesquisa qualitativa do tipo exploratória-descritiva, realizada no Hospital Universitário do município de Florianópolis. Os dados foram obtidos através de entrevista semiestruturada e a coleta realizada em agosto de 2018. A amostra foi composta por 10 enfermeiros, onde destes 9 eram do sexo feminino e 1 do masculino. Os profissionais referem conhecimento sobre os princípios e diretrizes do atendimento no Serviço Único de Saúde, porém, em sua maioria, desconhecem as políticas públicas voltadas às pessoas de liberdade, o que pode ser um dos fatores que os leva a prestar assistência a esse público de forma diferenciada. Além disso, o medo, receio de fugas, e os pré-julgamentos fazem com que haja conflito ético-moral no momento do cuidado, mesmo que de forma não planejada. Como o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, faz-se necessário investir em mais pesquisas sobre a saúde no âmbito prisional, a implementação desse cuidado nos currículos de enfermagem do país e a destinação de recursos em unidades que fazem parte da Rede de Atenção à Saúde para a capacitação destes profissionais.


Palavras-chave


Direito à Saúde;Saúde no sistema prisional;Enfermagem;Pessoa privada de liberdade;Políticas Públicas de Saúde.

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Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.