Reinserções, inserções e deserções: considerações sobre o dispositivo “reinserção social” para adolescentes com histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas em tempos cabulosos

Autores

Palavras-chave:

Reinserção social, Biopolítica, Dispositivo, Desterritorialização, Tempos cabulosos.

Resumo

As reinserção social para adolescentes com histórico do uso abusivo de álcool e outras drogas guarda, apesar dos avanços com as Políticas Públicas que culminaram no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Reforma Psiquiátrica, um ranço punitivo, típico do antigo “Código dos Menores” de 1927, o que justifica a proposição de que se trata de um dispositivo voltado mais para disciplinarização e controle biopolítico de vidas descartáveis. Atribui-se assim mais aos sujeitos individualizados e desconectado das questões macropolíticas a responsabilidade exclusiva por seus atos (e por sua “redenção” frente seus atos), do que à conexão destes a uma trama de cuidado em diferentes níveis territoriais que poderiam trazer às ações de reinserção social potencias de reconfiguração cívica tanto do ponto de vista da micropolítica quanto de intervenções urbanas. Almeja-se aqui investigar algumas destas nuances do dispositivo reinserção social em tempos de tensas configurações políticas e modulações de subjetividade na contemporaneidade brasileira: tempos cabulosos, diriam os adolescentes.

Biografia do Autor

Altieres Edemar Frei, Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade de São Paulo

Psicólogo, mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Subjetividade da PUCSP com pesquisa sobre “Modos e Modelos de Subjetivação do Metrô de São Paulo” e doutorando pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo sob orientação de Rubens Adorno. Contatos: altieres@usp.br

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Publicado

2019-06-01

Edição

Seção

Artigos de pesquisa