ANÁLISE DOS ÍNDICES ECONÔMICOS DE INFLAÇÃO PARA USO COMO INDEXADORES EM CONTRATOS DE CONSUMO

Autores

  • Thiago Zschornack UFSC
  • Ricardo Alexandre de Mello Oliveira
  • João Artur de Souza

Palavras-chave:

Atualização monetária, taxa nominal e produto interno bruto

Resumo

Este artigo foi elaborado para fins de avaliação de quatro importantes indicadores de inflação da economia: INPC - Índice Nacional de Preço ao Consumidor; IPCA - Índice de Preço ao Consumidor Amplo, ambos apurados pelo IBGE; IGP-M - Índice Geral de Preço – Mercado, apurado pela FGV - Fundação Getúlio Vargas e IGP-DI – Índice Geral de Preço – Disponibilidade Interna, também apurado pela FGV.O objetivo principal foi avaliar a existência de relação entre o comportamento das principais variáveis macroeconômicas (PIB, Taxa de Juros e Taxa de Câmbio) e os indexadores inflacionários supracitados a fim de subsidiar a tomada de decisão no que tange a escolha da melhor opção para aplicação em contratos de consumo. Concluiu-se que, apesar das diferenças entre os indicadores, todos apresentam peculiaridades a serem consideradas, conforme a situação econômica do país. O IPCA e o INPC são mais recomendados para períodos de estabilidade ou recessão moderada, uma vez que para estimular a economia as taxas de juros são reduzidas, estimulando o consumo, e, por consequência, despertando a inflação. Tanto o INPC quanto o IPCA acompanham melhor a Taxa de Juros SELIC, e não sofrem tanta influência da variação do PIB ou cambial.  Já o IGP-M e o IGP-DI são mais indicados em situações de estabilidade ou grande crescimento econômico. Na recessão, há maior saída do que entrada de dólares, encarecendo o preço dos insumos importados, afetando, assim, o componente de maior peso do IGP-M, que é o IPA – Índice de Preço do Atacado.

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Publicado

2020-12-30

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Seção

Artigos