A questão da autonomia estudantil na formação em saúde: Um estudo a partir de vivências de estudantes do CCS/UFSC

Giordano de Azevedo, Douglas Franscisco Kovaleski

Resumo


Este artigo, debate a relação entre saúde e educação dentro da formação de profissionais da área da saúde, focando no ponto da promoção de autonomia dos estudantes e a relação ensino, democracia e autoritarismo. Definindo autonomia a partir do conceito de democracia natural do trabalho de Wilhelm Reich e da articulação teórica deste autor com Alexander Neil, tem por objetivo analisar a promoção de autonomia estudantil dentro da universidade em seu contexto neoliberal, usando como base o relato da vivência de estudantes do CCS/UFSC . O conceito de autonomia definido a partir de Reich, abarca características coletivas, sociais se entrelaçando com a determinação social do processo saúde doença, além de agregar sobretudo um caráter emocional, baseando-o no conceito de democracia natural do trabalho de Wilhelm Reich. Com entrevistas semiestruturadas em profundidade, é analisado de forma qualitativa as vivências de estudantes, discutindo a visão dos estudantes sobre o conceito, a importância dele, as contradições presentes dentro da estrutura universitária relacionadas a promoção ou não de autonomia a partir de situações democráticas e autoritárias relatadas pelos estudantes. Como resultado dessas relações vemos uma universidade pautada na lógica neoliberal, voltada para promoção de valores como individualidade, autoritarismo por si, competitividade. Não ajustadas as funções racionais da vida do amor natural, trabalho vitalmente necessário e a ciência natural. Causando diversos empecilhos para os estudantes através de práticas e estruturas reprodutoras de um autoritarismo irracional.


Palavras-chave


Autonomia, saúde coletiva, educação

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Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.