Mulheres em puerpério: representação social sobre o atendimento da enfermagem no momento do parto

Bruna Rafael Mota, Mariane Andrade Muniz, Tatiane Muniz Barbosa

Resumo


A humanização na assistência ao parto promove saúde e qualidade de vida e proporciona para a parturiente suporte emocional, fortalecendo o vínculo entre os familiares e entre mãe-bebê. Diante disso, buscou-se investigar  a representação social de mulheres, em puerpério tardio, sobre o atendimento prestado por profissionais de Enfermagem durante o parto normal. Essa pesquisa, de cunho qualitativo, foi aprovada pelo CEP/UNIPLAC (Parecer nº 794.938) e utilizou entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. As entrevistas foram realizadas, após aplicação do TCLE, com mulheres que vivenciaram parto normal e estavam em puerpério tardio. A análise dos dados, por meio de análise temática, indica que na maioria dos casos a profissional responsável pelo parto é a enfermeira obstetra e que houve o contato mãe-bebê imediatamente após o parto e a presença de um acompanhante no momento deste. As participantes desse estudo afirmaram que os profissionais que as assistiram durante a vivência do parto não passaram informações referentes ao tipo de parto. Entretanto, relataram ter recebido informações sobre o pós-parto como: importância da amamentação, cuidados com o bebê e cuidados com os pontos. As mulheres em puerpério consideram que os profissionais foram atenciosos, porém, observaram sentir a falta de um médico no momento do parto, descrevendo essa situação com o sentimento de insegurança. Os resultados apontam que algumas práticas de assistência em saúde ainda “fogem” dos princípios do atendimento humanizado, uma vez que a episotomia e amniotomia se fizeram presentes nos relatos de algumas puérperas.


Palavras-chave


Saúde; Enfermagem; Métodologia Qualitativa; Políticas de Saúde; Psicologia

Texto completo:

PDF


Saúde & Transformação Social/Health & Social Change, ISSN 2178-7085, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.