A falta de acessibilidade urbana para pessoas com deficiência e suas implicações em saúde mental e garantia de direitos humanos

Ruthie Bonan Gomes, Ana Luíza Casasanta Garcia

Resumo


Com o avanço das discussões a respeito da deficiência dentro de uma perspectiva social, as barreiras sociais que obstaculizam a participação das pessoas com deficiência na sociedade - e não mais as lesões individuais - começaram a receber o foco das atenções e críticas. A falta de acessibilidade, portanto, passou a ser percebida como um fator que contribui para invisibilidade das pessoas com deficiência e que revela uma violência normativa que privilegia algumas vidas sobre as outras. Visto que tais violências têm implicações sérias nas vidas dos que as experienciam, objetivamos com este trabalho problematizar a acessibilidade urbana e suas implicações para a saúde mental e garantia dos Direitos Humanos das pessoas com deficiência. Para tal, utilizamos o método fotográfico de registro, no qual a fotografia é utilizada como uma ferramenta disparadora de debates. Mediante a análise das fotografias, percebemos que os ambientes sociais são pensados para e por um tipo normativo de existência e que, apesar de ocorrer a implementação de alguns tipos de acessibilidade em alguns locais, muitas das vezes ela é precária e disfuncional. As imagens denunciam que a aplicação das políticas públicas de acessibilidade não é suficiente para garantir o direito de ir e vir, ou seja, a garantia de direitos não é suficiente para diminuir a precariedade das vidas. Nesses casos, a representação da alteridade se constitui em um meio de humanização/desumanização e, principalmente de reconhecimento que, parece estar ausente quando a deficiência é colocada em questão. 


Palavras-chave


Deficiência; Acessibilidade; Saúde Mental; Políticas Públicas.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.