Recovery e experiência brasileira na atenção psicossocial: dialógos e aproximações

Aparecida Rosângela Silveira, Ana Paula de Souza Almeida, Cláudio Luís de Souza, Thalita Emily Cezário Prates, Marcella Oliveira Rabelo, Cristina Andrade Sampaio, Juliano Arruda Silveira

Resumo


Este artigo faz uma discussão sobre as possibilidades de aproximação entre sistemas de saúde e Recovery, com ênfase na atenção psicossocial que constitui o paradigma da atual política de atenção à saúde mental, álcool e outras drogas no Brasil. Tem por objetivo a construção do diálogo entre a experiência brasileira da reforma psiquiátrica e as práticas de Recovery. Faz uma breve análise das bases teóricas, história, estratégias de cuidado desenvolvidas e conjuntura atual da atenção psicossocial no país, destacando seus avanços, impasses e desafios, principalmente, na construção da autonomia das pessoas em sofrimento psíquico e na sua inserção social. Em seguida, apresenta as práticas pautadas pelo Recovery, para, finalmente, estabelecer um diálogo sobre essas práticas, sistemas de saúde e experiência brasileira. Os autores concluem que Recovery e atenção psicossocial apresentam princípios em comum, como as noçõesde território e cidadania ativa, e que as práticas de Recovery, no caso brasileiro, poderão produzir inovações no cuidado que aprofundem e aprimorem processos clínicos, que potencializem o papel da atenção primária de saúde no campo da saúde mental e que possibilitem a criação de legislações e políticas em direção à conquista da cidadania e da autonomia das pessoas em sofrimento psíquico, valorizando suas experiências, narrativas e modos de ser e estar no mundo.

Palavras-chave


Recovery; Restabelecimento; Sofrimento Psíquico; Atenção Psicossocial; Reforma Psiquiátrica.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.