Sobre falas e fotos: narrativas de pessoas com transtornos mentais sobre si e a cidade

Kamila Barros Tizatto, Gisele Schwede

Resumo


A cidade, neste estudo, é compreendida não como o palco onde as coisas acontecem, mas como um ator que se modifica e modifica os sujeitos que nela se inserem por meio de uma relação dialética. Durantes séculos esta mesma cidade foi colocada numa posição dicotômica em sua relação com as pessoas com transtornos mentais que, por sua vez, traçaram um longo caminho permeado pelo abandono, violência e exclusão social. Com o avanço dos movimentos de desospitalização da sociedade é chegada a hora destas pessoas adentrarem a cidade e (re)estabelecerem o espaço social que lhes foi atribuído. Compreender como estes sujeitos percebem as manifestações de inclusão e exclusão social nesta cidade contemporânea é o que se objetiva este estudo e que, para tal, utiliza-se da produção fotográfica, compreendendo-a como um novo suporte expressivo para sujeitos que por demasiado tempo tiveram silenciadas suas falas. Ao final, percebeu-se a posição com a qual estes sujeitos pesquisados colocam-se em relação ao transtorno mental, num posicionamento crente das limitações impostas por conta desta condição, paralelo ainda, à enfatizada importância que atribuem ao trabalho enquanto meio para alcançar a cidadania plena.


Palavras-chave


Saúde Mental; Atenção psicossocial.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.