O cenário dos CAPS II de Santa Catarina na ótica dos profissionais de Saúde Mental

Fernanda Martinhago, Walter Ferreira de Oliveira

Resumo


Esta pesquisa tem como objetivo analisar a percepção dos profissionais de saúde mental em relação à prática nos CAPS II de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 12 coordenadores e aplicação de questionários abertos com 22 técnicos, em 12 CAPS II de Santa Catarina. Diante do cenário descrito pelos profissionais percebe-se que em alguns CAPS II as dificuldades estão relacionadas à falta de apoio, investimento e principalmente de entendimento dos gestores em relação à atenção em saúde mental. No estado de Santa Catarina, praticamente não existem dispositivos (cooperativas, centros de convivência, serviços residenciais terapêuticos, organizações) para a reinserção social dos sujeitos com sofrimento psíquico intenso. A deficiência da articulação entre os CAPS II e os demais serviços de saúde em todos os níveis de atenção é uma questão crucial que tem como efeito o retrocesso no âmbito da saúde mental. A situação atual de Santa Catarina requer que os CAPS II trabalhem no limiar da institucionalização, uma vez que os usuários não têm o suporte fora das instituições que prestam assistência à saúde mental. Considera-se, portanto, que a intersetorialidade é imprescindível para a construção da rede de atenção à saúde mental, possibilitando assim a transformação do cenário catarinense.

 


Palavras-chave


Centro de Atenção Psicossocial; Saúde Mental; Institucionalização.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.