Da Alienação à Crítica: A emergência de sujeitos e fazeres no contexto de ação em Saúde Mental do SUS

Catarina Gewehr, Karina Martins

Resumo


O surgimento de demandas abrigadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) invoca novos desafios à atuação do psicólogo no campo da saúde geral e, de modo especial, na atenção à Saúde Mental. A mudança no fazer psicológico deve estar acompanhada dos acontecimentos que redefinem o contexto sócio-histórico de sujeitos especificamente localizados. A configuração da Reforma Psiquiátrica (1992) representa um momento relativamente recente da história da Psicologia Brasileira, e indica que teorias e paradigmas sejam revistos; determinações técnicas e procedimentos administrativos necessitem ser modificados. O encontro da Psicologia com o contexto amplo dos serviços propostos e prestados pelo SUS determina a esta uma reflexão acerca de si própria, no sentido de superação de um fazer que já não responde à materialidade de sua realidade de intervenção. Este encontro da Psicologia com o SUS tem demonstrado que fenômenos tais como os da modelação médico-clínica, da configuração teórico-filosófica e de ações pouco práticas no cotidiano das unidades de saúde – independente do nível de atenção a que estejam referidas – constituem um passado que deve permanecer em seu lugar. Uma nova Psicologia vem sendo feita pelos psicólogos inseridos no SUS. Tais intervenções possuem um inegável caráter prático/resolutivo, modelado por um fazer científico que reconhece, na impossibilidade da neutralidade da ciência, seu profundo compromisso com os desafios da reconstituição da profissão, da ciência psicológica e do compromisso ético-político com os usuários do SUS.

Palavras-chave


Psicólogo; Saúde Mental; SUS.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.