A formação em Saúde Mental na graduação em Medicina

Tatiane Muniz Barbosa, Fátima Büchele, Marco Aurélio Da Ros

Resumo


O crescimento das universidades particulares e a hegemonia do modelo biomédico – baseado no ensino especializado e em programas verticalizados de saúde – colocam-se como realidade no cenário atual. Através da Reforma Psiquiátrica, buscam-se mudanças na política de saúde e a reorientação do cuidado em saúde mental. A Constituição Federal (1988) afirma que cabe ao SUS ordenar a formação de recursos humanos da saúde, assim, as Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina assumem como perfil “profissional generalista, humanista, crítico”, com “atuação nos diferentes níveis de atenção e ações pautadas na integralidade”. Como o ato de construção de conhecimento não é desinteressado, acredita-se que os conhecimentos mais valorizados incluem tradições de grupos de professores (em seus estilos de pensamento) que, com base no “currículo oculto”, podem legitimar uma determinada maneira de ver e cuidar do fenômeno saúde mental. Nesse sentido, a presente pesquisa pretende analisar a formação em saúde mental no curso de Medicina da UNIPLAC – Lages/SC e a relação dessa com a legitimação da Reforma Psiquiátrica (estilo de pensamento da atenção psicossocial). A pesquisa se coloca relevante por analisar a formação em saúde mental em um curso de Medicina que adotou a Aprendizagem Baseada em Problemas. Espera-se que esse estudo abra brechas de novas formas de produção do conhecimento na formação em saúde mental em prol da legitimação da Reforma Psiquiátrica. 


Palavras-chave


Saúde mental; Formação em saúde; Estilos de pensamento.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.