A violência que interroga a rede de saúde mental a partir da visão dos seus conselhos profissionais

Fabiana Castelo Valadares, Edinilsa Ramos de Souza

Resumo


Investigamos percepções de representantes de cinco Conselhos Profissionais acerca da inserção do tema da violência enquanto objeto de intervenção das práticas de seus pares na área da saúde mental a partir da Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências (PNRMAV). Adotamos os referenciais da pesquisa qualitativa, para compreender e contextualizar os sentidos atribuídos ao fenômeno violência e a atenção dos profissionais de saúde nesses casos. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com representantes dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRP 05), Medicina (CREMERJ), Enfermagem (COREN-RJ), Serviço Social (CRESS RJ 7ª região), e Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO 2). Identificamos concepções sobre violência semelhantes à definição da PNRMAV, entendida como fenômeno social complexo que impacta a saúde física e mental das vítimas, expressa nas violências física, sexual, psicológica, negligências e privações. O tema é presente no debate e orientação das categorias profissionais estudadas, bem como nos cursos de graduação, no entanto a PNRMAV ainda é pouco conhecida. Concluímos que falta uma maior apropriação destes órgãos quanto a PNRMAV, e em especial no âmbito da atenção a saúde mental, as questões relacionadas à desinstitucionalização e ao suicídio são mais facilmente identificadas.


Palavras-chave


Violência; Conselho profissional; Política de saúde mental; Política pública.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.