Acolhimento da pessoa em sofrimento mental na atenção básica para além do encaminhamento

Marcella Alves Anjos, Patricia Anjos Lima de Carvalho, Edite Lago da Silva Sena, Roseli Maria Cardoso Ribeiro

Resumo


Estudo qualitativo, que objetivou compreender os limites e as possibilidades de acolhimento à pessoa em sofrimento mental na atenção básica, na concepção de profissionais da Equipe de Saúde da Família. O estudo foi realizado no ano de 2012, por meio de entrevistas semiestruturada com cinco profissionais de uma equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF) de um município do interior da Bahia, após aprovação pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, sob o protocolo nº 13362. Os dados foram submetidos à técnica de análise de conteúdo, da qual emergiram as seguintes categorias: saúde-doença mental como resultante de alterações nas funções mentais; dificuldades para o acolhimento da pessoa em sofrimento mental na ESF; a inserção de ações de saúde mental e o acolhimento da pessoa em sofrimento mental na ESF. Os resultados demonstraram uma concepção de saúde-doença mental relacionada às alterações das funções mentais; revelaram que as principais dificuldades para o acolhimento da pessoa em sofrimento mental na ESF são a falta de capacitação, de apoio matricial e de medicamentos; e, mostraram a necessidade da inserção de ações de saúde mental na ESF para que a pessoa em sofrimento mental possa ser acolhida. Nessa perspectiva, o acolhimento da pessoa em sofrimento mental deve ocorrer em qualquer serviço de saúde, e, não apenas em unidades especializadas, o que implica na abertura das equipes que atuam na atenção básica para o planejamento e implementação de práticas de cuidado em saúde mental em seu âmbito de atuação.

Palavras-chave


Saúde Mental; Atenção Primária à Saúde; Acolhimento.

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.