Reflexos da Reforma Psiquiátrica Brasileira no cotidiano dos trabalhadores de um Centro de Atenção Psicossocial

Sérgio Luiz Ribeiro, Doralice Teresa Galvin Mendes, Milene Cristina Faveri Ennes, Mônica Cristina Pereira da Silva

Resumo


Esta pesquisa objetivou conhecer o posicionamento de trabalhadores da saúde mental perante os ideais e mudanças ocorridas nas políticas públicas da área, investigar se essas mudanças influenciam a subjetividade, qualidade de vida e trabalho e conhecer o nível de satisfação com o trabalho que realizam. Foram entrevistados 12 trabalhadores de um Centro de Atenção Psicossocial de uma cidade do estado de São Paulo e os dados foram analisados por meio da Análise de Conteúdo Temática. A maioria dos entrevistados estava satisfeita com o trabalho realizado e demonstraram possuir conhecimento das políticas públicas em saúde mental percebendo que as mesmas afetam o seu modo de trabalhar e o atendimento aos usuários. Sobre a Reforma Psiquiátrica e a Luta Antimanicomial uma parte associou estes movimentos à desospitalização, a um atendimento diferenciado e outros as consideraram uma utopia. Concluímos que estes trabalhadores percebiam ser afetados pelas políticas e legislações e essas vistas como determinantes de suas ações de trabalho. Em sua totalidade concordaram que o trabalho nesse segmento deve ser desenvolvido com o comprometimento de uma equipe multiprofissional. Sugerimos que pesquisas sejam realizadas sobre o processo de trabalho em equipe neste tipo de serviços, pois este parece influenciar e ser influenciado diretamente pelo atendimento que é prestado e pelas políticas de atendimento a esta clientela.

Palavras-chave


trabalhadores da saúde mental; reforma psiquiátrica; equipe multiprofissional; Centro de Atenção Psicossocial

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.