Criando redes de ensino, intervenção e pesquisa na saúde mental em sua interface com a saúde coletiva

Izabel Christina Friche Passos

Resumo


Acabamos de realizar, nos dias 14 e 15 de novembro passados, em Belo Horizonte, a quarta edição do Simpósio de Saúde Coletiva e Saúde Mental, promovido pelo Projeto Prisma (Práticas Interdisciplinares em Saúde Mental na Academia), desenvolvido no Laboratório de Grupos, Instituições e Redes Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFMG1. Quem acompanhou esse evento desde o início, em 2004, sabe como começou: uma proposta tímida e doméstica, liderada por três alunas do curso de psicologia da UFMG2 que vieram me pedir ajuda para organizar um evento que diminuísse um pouco a defasagem entre a formação oferecida pelo curso de psicologia e a realidade concreta da saúde mental, principalmente quanto às novas práticas e serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico. Estavam preocupadas em reverter uma situação de quase total desconhecimento pelos alunos do significado e das transformações promovidas pela Reforma Psiquiátrica em curso. Recém-chegada à UFMG, vinda da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei), onde era a professora responsável pelas principais disciplinas obrigatórias com conteúdo de saúde pública e saúde mental, não só encampei o pedido das alunas como fiz do Simpósio uma atividade regular e anual do Projeto Prisma. Esse projeto, com muitas parcerias internas e externas à universidade, desenvolve atividades acadêmicas, procurando integrar, em todos os subprojetos, o ensino e a intervenção com a pesquisa.

Palavras-chave


Saúde; Saúde Mental; Saúde coletiva; reforma psiquiátrica

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Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, ISSN 2595-2420, Florianópolis - Santa Catarina, Brasil. Todos os direitos reservados, 2018.