A aprendizagem de uma segunda língua na educação infantil: bilinguismo, plurilinguismo ou pluridiscursividade dialógica?

Luciane Maria Schlindwein, Nelita Bortolotto, Wanessa Bruna Santos Brito Gomes

Resumo


Este artigo, dividido em dois tópicos, tem como tema central a aprendizagem de uma segunda língua (bilinguismo) na Educação Infantil. No primeiro tópico, dada a expressiva influência exercida pela língua alemã no Brasil, e mais especificamente em Santa Catarina, traça-se um breve panorama da história da língua alemã no País, ressaltando-se os esforços empreendidos pelos imigrantes alemães no intuito de solidificar um projeto étnico-cultural que resguardasse suas origens, sua cultura e sua língua. Também são salientados os percalços sofridos no desenvolvimento ou implantação desse projeto, em razão das políticas públicas brasileiras, mais especificamente as campanhas de nacionalização que criaram ou ampliaram as divergências étnicas nesse país. No segundo tópico, a partir de uma abordagem sócio-histórica, a discussão gira em torno da aprendizagem de uma segunda língua na Educação Infantil, sustentando-se em teóricos como Vigotski e Bakhtin. São apresentados e discutidos conceitos como os de cultura, linguagem e bilinguismo. Para pensar o bilinguismo, é discutida a relação entre pensamento e linguagem. Ressalta-se, ainda, a importância de compreender o sujeito bilíngue associado à compreensão do ser social em toda sua complexidade. 


Palavras-chave


Língua Alemã; Bilinguismo; Pluridiscursividade Dialógica.

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EntreVer, ISSN 2237-6674, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.